Teresina – Entidades e lideranças do Movimento Negro do Piauí sairão às ruas nesta sexta-feira, 18/08 – Dia Nacional de Mobilização – para exigir “Cotas já” nas Universidades. A concentração está marcada para a Praça da Bandeira e de lá, segundo a ativista Valcirana Maia, seguirá pela Avenida Maranhão, com chegada na Praça do Liceu, onde acontecerá a panfletagem do Manifesto que exige ações afirmativas no país.
“Esse é um momento singular na história do país, em que o movimento negro não só se conscientiza mas leva a sociedade civil a ver as múltiplas faces do racismo e também se debruça nas possíveis soluções, acena-se romper com a barreira do silêncio que paira sobre o racismo, as alternativas para a para a superação desse mal tendem a entrar na agenda nacional, cotas não é a solução para todos os problemas advindos da desigualdade racial mas o inicio para uma política de reparação. Daí a responsabilidade de todos que ainda são contra cotas, como medida compensatória”, afirma o Manifesto.
O documento conclui dizendo que o 18 de agosto “representa um descontentamento da negritude brasileira e a voz que ecoa para reivindicar o que lhe é de direito, uma educação pública que respeite a diversidade”.
Leia, na íntegra, o Manifesto
18 DE AGOSTO – DIA NACIONAL DE LUTA EM FAVOR DAS COTAS
O movimento negro mais uma vez é chamado a cumprir seu papel histórico.A luta por políticas de ações afirmativas ganha repercussão na medida em que avança sobre os mais diversos espaços sociais, sobretudo aqueles em que a falsa exclusividade afastou qualquer possibilidade de representatividade negra. Um dos espaços estratégicos é a universidade. Dados indicam que os docentes negros nas universidades públicas brasileiras não chegam a 1%, enquanto os negros são 45,6% da população do país. A discriminação é uma das vertentes que articulam a sociedade brasileira e a discriminação racial é a mais importante delas. O racismo não será introduzido na sociedade brasileira pela aprovação da lei de cotas e do Estatuto da Igualdade Racial. Ele está inscrito estruturalmente na nossa sociedade, permeia todos os seus rincões, penetra nas mentalidades e nos discursos.
Esse é um momento singular na história do país, em que o movimento negro não só se conscientiza mas leva a sociedade civil a ver as múltiplas faces do racismo e também se debruça nas possíveis soluções, acena-se romper com a barreira do silêncio que paira sobre o racismo, as alternativas para a para a superação desse mal tendem a entrar na agenda nacional, cotas não é a solução para todos os problemas advindos da desigualdade racial mas o inicio para uma política de reparação. Daí a responsabilidade de todos que ainda são contra cotas, como medida compensatória.
Assim, é necessário o combate eficaz a desigualdade provocada pelo racismo e pela discriminação que não permitem que negros possam ocupar este espaço.Este dia 18 representa um descontentamento da negritude brasileira e a voz que ecoa para reivindicar o que lhe é de direito, uma educação pública que respeite a diversidade.
Todos as ruas! Cotas já

Da Redacao