Campinas – O goleiro reserva da Ponte Preta, Mário Lúcio Duarte Costa, 24 anos, mais conhecido como Aranha, foi preso e agredido com um tapa no rosto e chutes por Policiais Militares na noite da última quinta-feira e ficou algemado deitado no chão por mais de 10 minutos. A Polícia alega ter confundido o goleiro, que é negro, com um seqüestrador.
“Eles chegaram e falaram que era para eu ficar quieto porque eu era suspeito. Depois me algemaram, me deitaram no chão e perguntaram onde estava a arma. Tomei um tapa e não adiantou dizer que era goleiro da Ponte Preta”, disse o jogador.
Enquanto permanecia com o rosto no chão, o jogador, que neste Campeonato Brasileiro já substituiu o titular Lauro em pelo menos cinco jogos, despertou a atenção de cerca de 30 pessoas que pararam para observar a cena. Algumas o reconheceram. “Passei muita vergonha. Quando fiquei no camburão foram chegando outros carros da polícia e um desses PMs também me reconheceu”, contou.
A PM admite ter havido um “mal entendido” e tentou se justificar dizendo ter recebido uma denúncia de seqüestro relâmpago no 190 com as características do carro usado pelo atleta – um Marea.
Aranha disse contou que, antes do incidente, fora deixar um colega do time juvenil no hospital. O atleta ganhou esse apelido de um ex-treinador, por causa do goleiro russo Lev Yashin (1929-1989) que ficou conhecido no mundo inteiro como o “Aranha Negra” porque só entrava em campo com uniforme totalmente preto.

Da Redacao