S. Paulo – A multidão que tomou a Paulista na Parada Negra, nesta segunda-feira, foi admitida até mesmo pela Polícia Militar que, normalmente, faz avaliações da presença de público em manifestações desse tipo, sempre bem conservadores. Foi a Polícia Militar que avaliou em 12 mil pessoas o número de presentes.
Foi com base na Polícia Militar que o Jornal Nacional da Rede Globo e jornais como a Folha e O Estado de S. Paulo deram 12 mil pessoas. A avaliação de todas as entidades presentes tanto da Marcha da Consciência quanto da Parada Negra é que 20 mil pessoas participaram da manifestação no momento de pico.
Além da massa humana que tomou a Paulista e depois a Brigadeiro em direção ao estacionamento da Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, também foi marcante a presença de pessoas de todas as etnias, demonstrando que há espaço para crescimento da participação de todos os setores da sociedade a um movimento anti-racista aglutinador de todos os setores da sociedade, sob a direção do movimento negro no Brasil, como propõe dirigentes do Movimento Brasil Afirmativo.
Segundo Flávio Jorge, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), a perspectiva para o 20 de Novembro do ano que vem é de reunir, pelo menos 50 mil pessoas.
Para isso, ele considerou fundamental que as lideranças continuem amadurecendo, no sentido de evitar a queda de braço e a disputa de espaço. Também o jornalista Dojival Vieira, afirmou que, o crescimento da adesão de todos os setores da sociedade à luta anti-racista, faz aumentar a responsabilidade das lideranças. “Nossa agenda não pode estar jamais subordinada a agenda de partidos e ou de governos. A Causa em primeiro lugar. Dessa forma, vamos passar a ter um movimento negro e anti-racista de massa capaz de reunir multidões”, afirmou.

Da Redacao