Brasília – Ao contrário do que foi anunciado em Manifesto assinado por dezenas de organizações e ativistas negras de todo o país, a direção do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) não acabou com a área de raça e gênero. Em nota oficial o PNUD diz que não apenas o programa está mantido como irá fortalecê-lo.
Para o lugar de Diva Moreira, exonerada no mês passado, foi nomeada a advogada Maria do Carmo Rebouças da Cruz, que passou a responder, a partir da última segunda feira pela área. A exoneração de Diva Moreira provocou protestos de várias entidades que assinaram um Manifesto em sua defesa. As informações sobre o encerramento das atividades de raça e gênero partiram da própria Diva.
Maria do Carmo ficará no escritório estadual de Salvador e, segundo o Programa, a atuação na área da promoção da igualdade racial e de gênero será, inclusive, reforçada por meio de projetos específicos.
A nova responsável é ativista negra com 12 anos de experiência profissional, quatro dos quais fora do país. Ela bacharelou-se em direito e fez especialização em estudos jurídicos e direitos humanos. Atualmente cursa o programa de mestrado em Direito Internacional da American University, em Washington (EUA).
Segundo a direção do PNUD, em virtude do trabalho desenvolvido em organismos internacionais, ela tem “conhecimento abrangente da realidade social e das políticas de promoção da igualdade racial e de gênero dos distintos países do continente americano, particularmente do Brasil”.
Ao denunciar o encerramento da área de raça e gênero, Diva Moreira queixou-se de ter sido pressionada pela chefe do escritório do Programa em Salvador. Segundo disse, a decisão da exoneração foi omitida por meses e ela teria sido submetida a humilhações e constrangimentos.
Nem o Escritório do PNUD, em Salvador, nem a direção do Programa em Brasília comentaram as denúncias. Na nota oficial divulgada para anunciar a nova titular apenas “convida todos os seus parceiros a continuar trabalhando conjuntamente no fomento da igualdade racial e de gênero”.

Da Redacao