S. Paulo – O delegado Marcos Aníbal Arbues Andrade, do 10º DP da Penha, promove nesta sexta-feira (07/10), às 15h, a acareação do segurança Marcos Hoshimizu Ojeda com os três garotos negros, que foram humilhados e agredidos numa salinha do Hipermercado Extra, da Penha, por suspeita de furto de mercadorias.
O caso aconteceu no dia 13 de janeiro deste ano e teve repercussão em veículos da grande mídia e repercussão internacional por causa do envio da denúncia a Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Os três T., agora com 11 anos, W. e M. – respectivamente de 13 e 14 anos -, que já prestaram depoimento no Inquérito Policial, deverão comparecer para fazer o reconhecimento. Segundo o advogado Alexandre Mariano, a expectativa é que o segurança, indique os nomes dos outros dois homens que teriam participado das agressões numa salinha próxima a entrada do Hipermercado.
Humilhações
De acordo com o depoimento dos menores, eles foram obrigados a tirar as roupas e ameaçados de chicotadas, enquanto eram xingados de “negrinhos fedidos”. W. e M. disseram à Polícia que foram retirados da fila do caixa e também receberam tapas no peito e nas áreas genitais. T., o único que chegou a passar pelo caixa, só foi liberado depois de exibir a Nota Fiscal comprovando ter pago pelas mercadorias em seu poder.
“É visível que o advogado do Grupo Pão de Açúcar [Marcelo Ulbricht Lapa] tenta embaralhar a investigação para encobrir a identidade dos responsáveis pelas agressões. Vamos pedir ao delegado que promova a acareação dos menores com os dois que estiveram na salinha para onde os meninos foram levados”, afirma o advogado.
Mariano disse que, além de tentar prejudicar as investigações numa tentativa de proteger os agressores, o Grupo Pão de Açúcar tem se negado a extender aos dois garotos, a indenização paga a família do menor T., em acordo extra-judicial assinado em março, o que na sua opinião representa “dupla discriminação”.

Da Redacao