S. Paulo – A Polícia de S. Paulo fez diligências nesta quarta-feira (31/agosto), na loja do Hipermercado Extra, da Marginal do Tietê, para tentar identificar os agressores dos três menores – T., de 10, M. e W., respectivamente de 13 e 14 anos – levados para uma salinha e ameaçados e agredidos sob suspeita de furto de mercadorias. O caso aconteceu no dia 13 de janeiro deste ano.
Na loja, investigadores identificaram os seguranças presentes, porém, os menores – que acompanharam as diligências – não reconheceram nenhum dos envolvidos. Os menores também apontaram o quartinho onde sofreram maus tratos e humilhações.
A diligência, acompanhada pelos advogados dos dois menores, Alexandre Mariano, da empresa, Marcelo Ulbricht Lapa, e do menor T., Dojival Vieira, foi determinada pelo delegado Marcos Aníbal Arbues Andrade, do 10º DP da Penha, que preside o inquérito, depois que o menor W., que estava acompanhado da mãe, Laudi Pereira Dourado, ter afirmado que viu um dos agressores há cerca de duas semanas na mesma loja. O garoto contou que o agressor chegou a seguí-lo e garante ser capaz de reconhecê-lo.
Quartinho
Tanto W. quanto M. contaram ao delegado terem sido retirados da fila do caixa, portanto, sem chances de pagar pelos salgadinhos e refrigerantes como pretendiam, e levados para a salinha, onde foram obrigados a tirar as roupas, ficando só de cuecas e xingados de “negrinhos fedidos”. W. contou ainda que levou dois tapas, um no peito e outro na área genital.
Ao ser confrontado com as fotos enviadas pela empresa com os seguranças que estariam de serviço no dia, W. reconheceu Jefferson Alves Domingos, como sendo o segurança que pegava as coisas (uma barra de papelão e uma faca) e os ameaçava.
W. e M. – que estava acompanhado da avó, Célia Regina de Oliveira Vicente -, disseram que o segurança Marcos Koshimizu Ojeda, foi o mesmo que os abordou, porém, não o vincularam as agressões, que teriam sido praticados pelos dois seguranças que entraram na sala um dos quais usava um óculos escuro.
Suspeitos
Em depoimento anterior, Diógenes Pereira da Silva, o pai do menor T., que já foi indenizado pelo Grupo Pão de Açúcar – garantiu reconhecer a imagem de Marcos Hoshimizu Ojeda “como sendo a pessoa que praticou os atos contra seu filho “com absoluta certeza” Ele disse reconhecido Leandro de Souza Luna e Wagner Silva das Chagas como sendo a pessoa que se encontrava nas câmeras do supermercado, mas ressaltando que o primeiro “nada fez contra o seu filho”.
O delegado Marcos Aníbal já pediu ao advogado da empresa a apresentação de todos os seguranças de serviço na data para nova tentativa de reconhecimento pessoal, com os menores.

Da Redacao