Recife – O delegado Emanuel Luciano Caldas, de Cabrobó,Pernambuco, que investiga o assassinato do líder indígena truká Mozenir Araújo de Sá, 36 anos, candidato a vereador na cidade do sertão pernambucano, não descarta a possibilidade de crime político. O índio truká foi morto no sábado, 23/08, em frente ao comitê eleitoral, no centro, pelo pistoleiro Maurício Ricardo Alexandre da Silva, preso em flagrante.
O assassino alegou desavenças com o líder truká, em quem descarregou a munição de uma pistola ponto 40. Os tiros, à queima roupa, atingiram a cabeça da vítima, que estava acompanhado de um filho de 13 anos, que não foi ferido.
A Polícia encontrou com o assassino a pistola e um revólver calibre 38, além de duas camisas, o que, segundo o delegado, pode indicar que houve premeditação, pois as camisas seriam trocadas pelo acusado para tentar a fuga.
O corpo do líder indígena, que era ex-vereador pelo PT e tentava voltar ao Legislativo nestas eleições, foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina, antes de ser liberado para ser velado na Câmara Municipal de Cabrobó. O enterro aconteceu no domingo à tarde, 26/08.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) encaminhará hoje solicitação à Secretaria de Defesa Social do Estado para que um delegado especial seja designado para o caso e a Polícia Federal entre nas investigações.

Da Redacao