A Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios do IBGE deste ano aponta que a faixa da população que mais cresceu foi a negra: eles eram 9,61 milhões em 2.002 e chegaram a 10,28 milhões no ano passado um salto equivalente a 6,93%. Os pardos eram 68,39 milhões – 40,5% em 2.002 e chegaram a 69,45 milhões (41,4%), em 2.003, uma expansão de 3,68%.
Os critérios usados pelo IBGE para classificar a cor ou a raça é o da auto-identificação, no qual o entrevistado é quem define em que grupo se encaixa: branco, pardo, preto, amarelo ou indígena. Por esse critério os brancos continuam sendo maioria – 90,57 milhões de uma população estimada em 173.966.052 habitantes, porém em 2.002 eles eram 91,52 milhões (53,3%) da população, o que significa um declínio de 1.04%, o que não ocorria há seis anos.
Os indígenas e amarelos juntos somaram 1,09 milhão de pessoas, o equivalente a 0,6% da população.
De acordo com a analista do Departamento de Trabalho e Rendimento do IBGE, Vandeli Guerra, a população branca já havia diminuído, em números absolutos, entre 1.996 e 1.997. Entretanto, ela considera que ainda não é possível dizer que se trata de uma tendência. “O que se configura como tendência é o aumento do número de pardos, resultado do processo de miscigenação do país”, conclui.
Para alguns pesquisadores, contudo, o aumento da população negra e parda, reflete a maior consciência dessas populações que, ao resgatarem sua auto-estima, passam a assumir sua identidade afrodescendente.

Da Redacao