S. Paulo – Estão presos por decisão da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de S. Paulo, os nove policiais militares envolvidos na morte do motoboy negro, Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, 30 anos.
Eduardo, detido no dia 09 de abril, foi levado junto com mais três amigos a um quartel da PM na Casa Verde, Zona Norte, submetido a uma sessão de espancamentos e depois abandonado na rua, onde foi encontrado praticamente morto.
Levado ao Pronto Socorro, o médico que o atendeu constatou hematomas na região do crânio, equimoes (manchas de sangue internas) nas costas e nas pernas, sangramento nasal e ferimento no joelho esquerdo.
Os três rapazes que o acompanhavam, foram liberados e um deles disse ter visto o rapaz sendo espancado pelos PMs. “Levaram para o fundo e ali mesmo deram uns chutes nele, umas bicas e tal. Ele gritava pela mãe dele, que estava doendo, que não precisava fazer isso. Ele apanhou muito, eu não queria estar na pele dele”, disse a testemunha.
A Corregedoria disse já ter encontrado “inconsistências”, nos depoimentos dos policiais que estão em prisão administrativa. “A postura institucional nossa é bem firme. Apurar com serenidade e responsabilidade para que a sociedade tenha resposta à altura – disse o major, Reinaldo Zychan, porta voz da Corregedoria da PM.

Da Redacao