Rio – Preso na madrugada de domingo por racismo contra um sargento da PM, e liberado após ter o crime de racismo desqualificado para injúria racial, o que lhe permitiu ficar livre após pagamento de fiança de R$ 6 mil, o procurador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Roberto Pieruccetti, 32 anos, passou a contar também com o benefício da uma versão da mídia, segundo o qual tudo não passou de um mal entendido.
O gancho para a versão da mídia foi a rápida versão que passou a ser difundida pela Associação dos Procuradores do Estado do Rio, para quem nem injúria houve, muito menos registro de racismo. A versão foi corroborada com o aditamento do Boletim de Ocorrência, na 14ª DP, em que o procurador nega ter chamado o policial de “crioulo”, mas faz questão de registrar que, apesar de não ter ofendido ninguém “pedia desculpas, caso o policial tivesse se sentido ofendido por alguma coisa.”
O Procurador, segundo a primeira versão divulgada em todos os jornais do Rio de Janeiro, teria se referido ao sargento Marcelo Silva, com a seguinte expressão: “Quem você pena que é? Você é apenas um crioulo de farda!”. Segundo testemunhas, irado o procurador não aceitou voz de prisão, colocou a carteira de procurador na cara do policial e ameaçou prendê-lo. Teve de ser dominado com a ajuda da outra vítima do acidente.
O incidente que resultou na prisão do procurador ocorreu na seqüência de uma colisão por volta das 3h50 do domingo, no trecho da Avenida Vieira Souto, entre os hotéis Ceasar Park e Sol Ipanema, envolvendo o Pálio Placa LNL 6403 e o Fox pla KXV 0499. Na batida, o primeiro veículo ficou na ciclovia da orla de Ipanema e o segundo foi parar na areia da praia. O motorista do Fox, amigo do procurador, Alias Camilo Jorge Júnior, visivelmente alcoolizado, teria sido o responsável pelo acidente.
Segundo a nova versão, o procurador afirmou que pretendia apenas prestar socorro ao amigo, Elias Camilo Jorge Júnior, e pretendia levá-lo para um hospital particular, em vez de levá-lo ao Miguel Couto como queria o policial, o que teria originado o início da discussão com o PM.

Da Redacao