Ribeirão Preto – A Procuradoria da República em Uberlândia (MG) considerou que não há ligação entre o uso da figura do gorila e a associação ao racismo, no clipe “Kong” do cantor Alexandre Pires, que teve a participação do jogador Neymar e do funkeiro Mr. Catra, conforme pretendia o Ouvidor da SEPPIR, Carlos Alberto Souza Jr.
Segundo o procurador responsável pelo caso, Frederico Pellucci, “a invocação ao gorila feita no clipe tem mais a ver com a virilidade do que com a negritude”.
A suspeita de conteúdo sexista também foi descartada por Pellucci. Para ele, é comum haver mulheres de biquíni e “letras de música sugestivas” na mídia brasileira e o clipe “Kong” não foge à “rotina a qual nos submetem os meios de comunicação nesse particular”, informa a nota.
A Ouvidoria da SEPPIR, que deu entrevistas no Fantástico, da Rede Globo, pautando o caso na mídia, desta vez, não se manifestou.

Da Redacao