S. Paulo – Cerca de 50 pessoas, na sua maioria negras, participaram neste sábado (11/04) do protesto em frente a loja da grife Animale da Oscar Freire, bairro Cerqueira Cézar, área nobre dos Jardins, em S. Paulo.

A manifestação foi uma resposta ao episódio ocorrido há cerca de 15 dias, quando um menino negro, de 8 anos, filho do norte-americano Jonathan Duran, foi expulso da calçada em frente a loja por uma funcionária e confirma o fim da passividade que era padrão, até há alguns anos atrás. Também revela a emergência de um novo movimento negro desvinculado de agendas partidárias e disposto a reagir com manifestações de protesto a atos de natureza racista. O caso se tornou público a partir da denúncia do pai nas redes sociais e da repercussão na mídia.

Portando cartazes com dizeres tais como “Respeitem nossas crianças! Respeitem nosso futuro”, e pedindo respeito, os manifestantes lembraram a história de Oscar Freire, médico, professor, pesquisador, cientista, sanitarista, um dos fundadores do Instituto Médico-Legal de S. Paulo, considerado um humanista no seu tempo.

Segundo Camila Félix, uma das organizadoras, a manifestação serviu para mostrar que atos racistas não serão mais tolerados.

“Paramos a rua do luxo paulistano, literalmente, na tarde de sábado para que ela pudesse refletir. Temos certeza de que ainda se tem muito a fazer. Aquela rua não será mais a mesma. Meu respeito e consideração aos que compreenderam isto e acreditaram no ato”, afirmou.

Da Redacao