Ubatuba/SP – A Associação dos Remanescentes Quilombolas de Caçandoquinha, em Ubatuba, litoral norte de S. Paulo, voltaram a ocupar a área invadida, dois dias após a polícia cumprir ordem judicial de reintegração de posse, atendendo a pedido de Silvio Laganá, a quem os quilombolas acusam de ser grileiro.
Segundo o presidente da Associação, Mário Gabriel do Prado (foto com o ministro da Seppir), a decisão de reocupar a área aconteceu depois do seu retorno de Brasília, onde se encontrou com o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de promoção da Igualdade Racial (Seppir).
Prado disse que o ministro pediu informações sobre o processo de reconhecimento da comunidade ao Ministério de Desenvolvimento Agrário, com o objetivo de agilizar a regulamentação necessária para a área destinada aos quilombolas.
Os quilombolas de Caçandoquinha invadiram a área como forma de protesto contra a tentativa de venda dos seus territórios por grileiros. Segundo Prado, a área que, além de Caçandoquinha, abrange as comunidades da Raposa, Saco das Bannas e Frade,já foi reconhecida como Terra de Quilombo pela Fundação Cultural Palmares e pelo Incra.
Para que a situação seja normalizada, de acordo com o presidente da Associação de Caçandoquinha, o Instituto de Terras do Estado de S. Paulo, precisa concluir o processo de ressarcimento dos atuais proprietários.

Da Redacao