O grupo de dança Margaridas estréia em fevereiro seu mais novo trabalho, intitulado “Rainha”. O espetáculo aborda e reflete sobre a mulher negra em sua condição contemporânea. Sua força e fragilidade, sua condição sócio-cultural; seu trabalho; sua invisibilidade; sua beleza, sua dignidade e seu passado. Esta é a quarta montagem do grupo brasiliense Margaridas que convidou o artista Édi Oliveira para criação das coreografias deste trabalho, em conjunto com as interpretes Cleani Marques e Laura Virgínia.
A criação teve inspiração em poemas de escritoras negras brasileiras como Andréia Lisboa e Negra Li (São Paulo); Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo (Minas Gerais); Cristiane Sobral e Tatiana (Brasília); e Elisa Lucinda (Espírito Santo); e das artistas americanas Toni Morrison (Ohio); Alice Walker (Geórgia); Audre Lord (New York) e Maya Angelou (Missouri). “Após ler ‘O olho mais azul’ da estadunidense Toni Morrison (Prêmio Nobel de Literatura) fui picada pela curiosidade em saber sobre a identidade negra. Ao investigar junto com Cleani, descobrimos um campo vasto de criatividade e dor. Fizemos um recorte no qual se focalizaria os aspectos da mulher contemporânea negra”, explica a diretora do espetáculo, Laura Virgínia.
Margaridas
Desde 1996, Laura Virgínia investiga criar dança e literatura, de forma híbrida, resultando em diversos trabalhos solos e em grupo. Em 2004, funda e dirige o grupo Margaridas, dando continuidade a sua investigação com os espetáculos: “Plenas Mulheres” inspirado nos textos de: Clarice Lispector, Simone de Beauvoir e Virginia Woolf, 2004; “Campo de Flores” inspirado nos poemas de Carlos Drummond de Andrade, 2005 e “Tu não te moves de ti” inspirado no romance-tese de Hilda Hilst, 2006. “É sempre um prazer fazer pesquisas literárias, pois é a grande motivação do Margaridas. E nesse trabalho, especificamente, pude conhecer escritoras importantes não inscritas no cânone literário brasileiro. Pude conhecer minha metade negra e esse achado só fez crescer minha auto confiança. Descobri minha porção RAINHA”, declara Cleani Marques, uma da integrantes do grupo e intérprete do novo trabalho.
“Preconceito, dignidade, orgulho, consciência, altivez, baixa-estima, medo, luta. Substantivos tão diversos e contrastantes, que me ajudaram a construir uma leitura sobre a realidade heterogênea da mulher negra no Brasil atual.”, revela ainda Édi Oliveira, artista convidado para criar as coeografias do espetáculo. Além de conter trechos de poemas de artistas negras, a trilha sonora reúne músicas interpretadas por Clementina de Jesus, Clara Nunes e Nina Simone.
O espetáculo tem o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), da Funarte, do Balaio Café e do Flor de Insensatez.
Ficha Técnica:
Direção: Laura Virgínia
Coreografia: Édi Oliveira
Colaboração coreográfica e Interpretação: Cleani Marques e Laura Virgínia
Cenário, Design Gráfico, Figurino e Maquiagem: Flávia Amadeu
Projeto de Iluminação: Marcelo Augusto
Fotografia e Câmera: Cícero Bezerra e Flavia Amadeu
Produção Executiva: Lívia Frazão
Serviço:
Espetáculo Rainha
Datas: dia 16 de fevereiro (sábado), às 21h e 17 de fevereiro (domingo), às 20h.
Local:Teatro Plínio Marcos – FUNARTE
Endereço: Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2 (atrás da Torre de TV)
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)
Ingressos antecipados com desconto: Balaio Café 201 N, Bloco B (61) 3327-0732 ou pelos telefones (61) 8474 5961 e (61) 8138 8148
www.margaridasdance.multiply.com
Contato:
Liana Gesteira (assessora de imprensa) – (61) 8136.7672
e-mail: [email protected]
Laura Virgínia (diretora) -(61) 8474.5961
e-mail: [email protected]

Foto do Espetáculo – Assessora de Imprensa, Liana Gesteira.