Jacareí/SP – O soldador Otacílio Soares da Silva, 22 anos, foi obrigado a tirar as calças para passar pela porta giratória de uma agência da Caixa Econômica Federal, do bairro São João, para provar que não carregava arma de fogo.
O caso aconteceu na última sexta-feira quando o soldador foi receber o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGST) na agência.
O soldador disse que chegou ao banco por volta das 13h e retirou o celular, a chave do carro, cinto e moedas do bolso antes de tentar passar pela porta giratória. Não foi suficiente: foi barrado pelo sistema.
Como precisava entrar na agência, os seguranças teriam chamado a gerente que se ofereceu para atendê-lo do lado de fora. Irritado, o soldador baixou as calças.
“Isso já tinha acontecido em junho, quando fui buscar o seguro desemprego. Não sou bandido para ser atendido do lado de fora”, afirmou o soldador.
A Polícia Militar foi então chamada, porém, os policiais dispensaram a revista ao vê-lo somente de cueca. A gerente da Caixa, Johanna Steiner dos Santos, negou que o rapaz tenha sido barrado por racismo. “Até eu tenho que retirar meus pertences para entrar na agência e sou barrada quando há algum metal. Isso é chato, mas necessário para a segurança”, afirmou.

Da Redacao