A saída foi oficializada no Diário Oficial de 1º de janeiro e, segundo o jornalista, encerra um importante ciclo de trabalho.
Ele retorna a Porto Alegre, sua cidade de origem, onde pretende fazer um trabalho independente e diz estar aberto e disponível para participar de eventos e coberturas sobre a questão racial não só no Sul do país, mas em todo o Brasil.
“Foram nestes quatro anos e cinco meses que pude tomar um profundo e verdadeiro conhecimento acerca da luta que todos nós temos pela Igualdade Racial. Uma luta que não pára nos gabinetes, mas que agora segue para as ruas, com o apoio de um jornalista e militante, o que é o meu caso. Deixo de colaborar e atuar na militância mais direta em Brasília e passo sim a apoiar a militância no Sul do País”, afirmou.
Oscar, há 17 anos na profissão, aproveitou para fazer um balanço da atuação à frente da Gerencia de Comunicação e aproveitou para agradecer ao presidente da Palmares, Zulu Araújo “pela confiança e pelo trabalho construído até o momento”.
“Fui responsável pela construção e também pela execução do Prêmio Palmares de Comunicação, Programas de Rádio e Vídeo, importante e inovadora iniciativa, a qual premiou e divulgou a produção audiovisual afro-brasileira. Também me orgulhou ter assinado e apoiado a realização do Projeto Rádio Palmares, o qual levou para mais de 400 rádios em todo o país, programas sobre cultura, religião, política e cidadania afro-brasileira. Foi com orgulho que também apoiei a realização de coberturas jornalísticas na II CIAD, construção do novo Portal Palmares e do mais recente blog A CASA DO OSCAR. Esse sim continuará sendo um veículo de atualização, discussão e acompanhamento da nossa luta. Parceiro também de outros blogs e sites que atuam na mídia negra e também na mídia alternativa e democrática”, acrescentou.
“Saio com a certeza de ter ajudado a entrar na história e ter escrito páginas e sites de amor ao jornalismo e também a cultura negra, a meu jeito negro de ser e viver. Agradeço a todos os meus colegas da Fundação Cultural Palmares, os quais terão a árdua missão de continuar a luta pela cidadania e pela valorização do nosso saber e fazer negro. Um saber tão responsável e importante na formação deste povo brasileiro”, concluiu.

Oscar Henrique Cardoso, em entrevista à Afropress. Foto: Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social RS.