Macapá/Amapá – A unidade de Macapá, da Rede Extrafarma, que atua nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, foi condenada a pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais a ex-funcionária Marianne Guimarães.
Segundo a ex-funcionária, a escala na farmácia era feita de acordo com a cor da pele, e a gerente a escalou para trabalhar a noite usando o argumento de que ela “combinava com a escuridão”.
O diálogo entre a gerente, cujo nome não foi revelado, segundo Marianne, se deu nos seguintes termos: “A (…), como é branquinha, ficará pela manhã. O (…), como ele já é um pouco mais clarinho, ele fica à tarde. E tu [Marianne], como já és mais pretinha, fica na escuridão, à noite, que combina contigo”.
Ela ocupava a função de operadora de caixa durante nove meses, até junho deste ano. A advogada, Cleide Rocha, que defende Marianne disse que esse não foi o único episódio de discriminação e a gerente a teria constrangido e humilhado em outras ocasiões na frente de colegas até que ela não suportou e pediu demissão.
O advogado da rede anunciou que a empresa irá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Amapá e criticou o que ele considera como “politicamente correto”.
Segundo a Constituição brasileira o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

Da Redacao