S. Paulo – Lideranças do Movimento Brasil Afirmativo se reúnem neste sábado (08/09) na sede do Aristocrata – tradicional clube negro paulista – (R. Álvaro de Carvalho, 118 – 1º andar, próximo ao metrô Anhangabaú – Centro) para debater os novos passos da mobilização em defesa do Estatuto da Igualdade Racial e do PL 73/99, que cria cotas no acesso às Universidades.
O Movimento iniciou no ano passado a coleta de assinaturas visando fazer pressão sobre o Congresso para votar o Estatuto, projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e faz parte do Fórum SP da Igualdade Racial, juntamente com a Rede Educafro, Instituto do Negro Padre Batista, Comissão do Negro e Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB/SP (CONAD) e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
Na pauta da reunião deste sábado, além da avaliação do movimento de coleta que se aproxima das 100 mil assinaturas a serem entregues no dia 27 de setembro em Brasília, dois pontos: o convite para que o Movimento participe da Coordenação Política do Congresso de Negros e Negras do Brasil, formalizado na semana passada; e a Parada Negra, que deverá ter a segunda edição no dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra.
Congresso de Negros
A participação do Brasil Afirmativo na organização do Congresso vinha sendo motivo de controvérsia desde janeiro, quando depois de ser anunciado na Assembléia do Rio, como integrante da Coordenação, o Movimento foi posteriormente excluído sem nenhuma explicação.
Depois disso, Márcio Alexandre, do Coletivo de Entidades Negras, e Yedo Ferreira, do Movimento Negro Unificado, dirigentes do Congresso, encaminharam e-mail com o convite, porém, essa iniciativa não foi acompanhada de abertura para a participação efetiva no processo de decisões.
Na semana passada, Edson França, dirigente da Unegro, e Edson Luiz, do Coletivo de Empresários e Empreendedores Negros (Ceabra) – ambos da executiva do Congresso -, reiteraram o convite, desta vez formalizando por escrito a decisão.
No caso da Parada Negra, a decisão do Brasil Afirmativo é realizar neste 20 de Novembro uma manifestação que expresse a busca do Movimento Negro por aliados na sociedade para a superação do racismo no país. Ao mesmo tempo, buscará a unidade com todas as entidades, correntes políticas e lideranças negras, para que a Parada Negra se torne a maior manifestação negra e anti-racista já realizada em S. Paulo.
No ano passado, 20 mil pessoas se concentraram na Avenida Paulista, e as lideranças das várias correntes – inclusive de setores que defendem a Marcha se uniram em torno de uma agenda única. Neste ano, a proposta é construir uma agenda única com todas as forças do Movimento Negro de S. Paulo.

Da Redacao