S. Paulo – Será na quinta-feira, (14/06), às 19h, no Sindicato dos Comerciários de S. Paulo, a reunião convocada pelo Movimento Brasil Afirmativo com lideranças e entidades interessadas em assumir a mobilização para exigir do Congresso, a votação e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.
A reunião, anteriormente prevista para este sábado, na Comunidade Cristã Pão da Vida, foi adiada por decisão da Coordenação do Coletivo de Direção do Movimento, para que houvesse mais tempo para convocação de lideranças e entidades comprometidas com a defesa do Estatuto.
Entre as entidades de S. Paulo, o Congresso Nacional Afro-Brasileiro, do professor Eduardo de Oliveira, já decidiu engrossar a campanha e agora discute a possibilidade de nacionalizar a coleta de assinaturas. A Rede Educafro – a maior rede de cursinhos para negros do Brasil – também estuda a adesão a campanha de coleta. A Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e a UNEGRO, ainda não se posicionaram sobre a campanha, embora vários dos seus dirigentes se digam favoráveis ao Estatuto.
A proposta do Movimento Brasil Afirmativo é coletar, até o final de julho, 100 mil assinaturas que serão entregues aos presidentes da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, e ao presidente do Senado, senador Renan Calheiros. Uma caravana de lideranças, com esta finalidade, deverá seguir para Brasília na primeira quinzena de agosto.
O senador Paulo Paim, autor do projeto do Estatuto, esteve em S. Paulo, no final do mês passado, para lançar a segunda etapa e se comprometeu a espalhar a campanha pelo país.
Enquanto isso, cidades do interior como Catanduva, Bauru, Botucatu, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, a campanha se amplia com a montagem de postos de coleta nas ruas. Em Ribeirão, Paulo César Pereira de Oliveira, do Centro Cultural Orunmilá, garantiu que vai mobilizar a comunidade negra a coletar assinaturas. Também no Rio, Ana Felipe, coordenadora do Espaço Lélia Gonzalez, passou a fazer campanha levantando assinaturas em defesa da aprovação do projeto.
O Projeto do Estatuto da Igualdade – o PLS 213/2003 – já foi aprovado pelo Senado, porém, está parado na Câmara, desde o ano passado. O projeto prevê a adoção de cotas para negros e indígenas no acesso ao mercado de trabalho, a mídia e a instituição do quesito cor, como mecanismo para identificar as demandas da população negra, em termos de política pública.

Da Redacao