Brasília – Para garantir uma reunião que servisse à estratégia do Planalto e da Presidente Dilma Rousseff de “ouvir as ruas” e ao mesmo evitasse críticas a paralisia das políticas de inclusão da população negra, e, em particular, a sua gestão considerada desastrosa até mesmo por alas do PT, a ministra chefe da SEPPIR, Luiza Bairros, se preveniu reunindo negros aliados pela manhã.

Antes disso alguns nomes considerados excessivamente independentes como Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), da Bahia, Vilma Reis, Reginaldo Bispo, do Movimento Negro Unificado (MNU) e Hamilton Borges Walê, do Movimento “Reaja ou será Morto, Reaja ou será Morta”, foram descartados da relação de convidados.

Segundo avaliação de pessoas com trânsito na SEPPIR que, por razões óbvias, pediram sigilo, lideranças independentes poderiam criar "constrangimentos" à Presidente ao levantarem demandas que não estão na pauta do Planalto. Antes mesmo de iniciada, a avaliação de alguns dos convidados era de que a ministra teria "passado o rodo no protagonismo do movimento negro", expressão utilizada por pelo menos um dos participantes.

Questionamentos a respeito da iniciativa de Bairros para tentar mostrar prestígio à Presidente também foram feitas por Marcos Rezende, coodenador geral do Coletivo de Entidades Negras e, por Flávio Jorge, da CONEN de S. Paulo, para quem não caberia a ministra definir quem seriam os participantes da reunião.

Entre os presentes à reunião com Dilma, apenas o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, e José Vicente, da Universidade Zumbi dos Palmares, não passaram pelo crivo de Bairros. Foram convidados diretamente pela Presidência da República.

Confira a entrevista do coordenador geral da UNEGRO, após a reunião, ao Blog do Planalto.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&list=UUjjYaSHsZSUNTSwUV8OfOrA&v=lSS_kaeouMY

 

Da Redacao