Rio – Será nesta sexta-feira, às 19h, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o ato “Delanne, um ano de tortura social”, que a ABI, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Negros, a Edições Condão, o Espaço Lélia Gonzalez e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB-Leste 1), promovem para cobrar das autoridades cariocas explicações sobre o desaparecimento do educador negro Roberto Delanne.
Os organizadores do ato denunciam a omissão das autoridades policiais no caso. Delanne morava em Santa Lúcia, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, onde foi visto pela última vez. Uma testemunha o teria visto na noite do seu desaparecimento, e informou que ele teria dito que iria ao Centro de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão.
De acordo com investigações da própria Polícia, o educador negro teria sido vítima de um engano quando foi levado por soldados do tráfico. Seu corpo teria sido incinerado, a exemplo do que aconteceu com o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo.
Além da ABI, o jornal Tribuna da Imprensa, a Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio e o Grupo Tortura Nunca mais participarão do protesto e querem uma audiência com o governador Sérgio Cabral, para exigir do Estado explicações conclusivas sobre o que aconteceu com o educador negro.
Durante o ato, haverá a apresentação de números musicais com o coral Iyun Ase Orion, sob a regência do maestro Claudecir Francisco, e o músico Luiz Sacopã, do Quilombo Sacopã. A ABI fica na Rua Araújo Porto Alegre, 71, 7º andar – Centro do Rio.

Da Redacao