Barcelona – Ronaldinho Gaúcho, considerado pela Fifa, o maior jogador do mundo no ano passado pelo segundo ano consecutivo cansou: depois de ver seu companheiro de clube, o camaronês Samuel Eto’o, ser insultado pela torcida racista, na partida contra o Zaragoza, neste último sábado, desabafou:”Eu teria ido embora do jogo junto com o Eto´o depois de ouvir os insultos a ele. Esse é um tipo de coisa que não pode continuar. Nós temos que tentar acabar com isso nos estádios de futebol”, disse.
Eto’o só não abandonou a partida porque foi contido pelo árbitro e pelo treinador Frank Rijkaard.
Torcedores do Zaragoza são reincidentes. No começo deste mês, o atacante brasileiro Robert, do Betis, também foi xingado. Em novembro do ano passado, a torcida da Inter de Milão insultou o zagueiro Zoro, do Messina e da seleção de Costa do Marfim, num jogo pelo campeonato italiano.
Na semana passada, dois jogadores brasileiros também foram vítimas de hostilidades racistas, desta vez no Campeonato croata. Eduardo da Silva e um homônio de Eto’o – o jogador Etto, ex-Atlético Paranaense – foram alvos de ofensas racistas na partida do seu time – o Dínamo de Zagreb – com o Hadjuk Split, pelo campeonato da Croácia.
Durante o jogo, a torcida começou a imitar macacos para insultá-los. Eduardo da Silva já naturalizou-se croata e inclusive enfrentou o Brasil no amistoso contra a seleção brasileira no ano passado.
Há dois meses e meio, a mesma torcida agrediu os dois jogadores do Dínamo, exibindo um grande cartaz com os dizeres: “O jardim zoológico: Chago, Etto e Da Silva”.

Da Redacao