S. Paulo – O cine Olido, o Museu da Imagem e do Som (MIS) e Itaú Cultural promovem, a partir desta terça-feira, uma amostra do “Novo Cinema Africano”, com produções de Guiné Bissau, Senegal, Zimbabwe, Burkina Fasso, Namíbia, Benin , Congo e Camarões. A mostra vai até o dia 24 deste mês e a entrada é franca. O Cine Olido fica na Galeria do mesmo nome, à Av. São João, 473, Centro de S. Paulo. Veja a programação completa:
12 de julho
19h
Nha Fala (Guiné Bissau/ França/ Portugal/ Luxemburgo, 2002, 90 min)
Direção: Flora Gomes
Em Cabo Verde, a jovem Vita contraria uma lenda familiar e torna-se uma
cantora de sucesso. Mas Vita desafiou a tradição e decide voltar para casa
para confessar-se à sua família e receber o castigo.
13 de julho
19h
Contos Cruéis de Guerra (Contes Cruéis de la Guerre, Congo-Brazzaville/
Mauritânia/ França, 2002, 51 min)
Direção: Ibea Atondi e Karim Miské.
Através da narração de uma volta ao Congo-Brazzaville, seu país natal, Ibea
Atondi lança um olhar singular sobre as guerras da África contemporânea.
Poeira urbana (Senegal / Congo-Brazzaville, 2001, 52 min)
Direção: Moussa Touré
O diretor registra as perambulações de sete crianças pela cidade, atrás de
comida e de pequenos biscates. Aproveitando sua aproximação com as crianças,
o cineasta resolve reintegrá-los a suas famílias.
14 de julho
19h
Rastros, pegadas de mulher (Senegal / Burkina Faso / Belgica, 2003, 52 min)
Direção: Katy Léna Ndiaye
As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira
com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor.
Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e
modernidade, através do retrato de três anciãs e de “sua neta”, que elas
iniciam nas técnicas ancestrais.
Xalima la plume (Senegal, 2003, 51 min)
Direção: Ousmane William M´Baye.
Precursor da música folk senegalesa Seydina Insa Wade ficou famoso nos anos
70. Nos anos 80 mudou-se para a França, onde passou a apresentar-se em
clubes de jazz, e aos poucos foi sendo esquecido por seus conterrâneos. Ao
sentir que a juventude senegalesa o conhece mal, decide voltar a Dacar para
gravar seus últimos trabalhos.
15 de julho
19h
Abouna (Tchad/França, 2002, 81 min)
Direção de Mahamat-Sale Haroun.
Tahir e Amine descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente.
Decidem então sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que
costumava ir. Participou da Quinzena dos Realizadores Cannes 2002 e foi
Representante oficial do Chade Oscar 2003.
16 de julho
15h
Madame Brouette (Senegal/Canadá/França, 2002, 104 min)
Direção: Moussa Sene Absa.
Com: Rokhaya Niang (Mati), Aboubacar Sadick Bâ (Naago).
No bairro Niayes Thiokeert, “Colina das perdizes”, Madame Brouette confessa
que matou seu marido Naago. As mulheres se juntam para elogiar essa mulher
jovem divorciada, mãe de uma menina, vendedora ambulante de frutas e
legumes. O filme segue o caminho inverso da história, para descobrir o que
pode tê-la levado a tal gesto.
19h
Moi et mon Blanc (Burkina Faso/ França/ Suiça, 2003, 90 min)
Direção: Pierre Yameogo.
Com: Serge Bayala (Mamadi), Pierre Loup Rajot (Franck).
Mamadi, estudante de Burkina Faso e Frank, jovem francês, trabalham como
vigias da noite num estacionamento. Através das telas do equipamento de
seguranças acompanham as idas e vindas, prostituição e tráfico de drogas que
acontecem entre o movimento dos automóveis.
17 de julho
19h
Le Prix du Pardon (Senegal/ França 2001, 90 min.)
Direção: Mansour Sora Wade. Com: Hubert Koundé , Rokhaya Niang
Um espesso nevoeiro cobre há vários dias uma aldeia da costa sul do Senegal,
e impede as pirogas de entrar no mar. O velho religioso da aldeia está
moribundo e não pode executar os ritos.
19 de julho
19h
House of Love (Série “Steps for the future”- Namíbia/África do Sul, 2001, 26
min)
Direção: Cécil Moller.
O porto de Welvis Bay na Namíbia é uma prisão a céu aberto para a pequena
comunidade de mulheres obrigadas a prostituir-se. Isoladas, dependentes, à
espera de marinheiros de passagem, seu único horizonte é a Aids. Com pudor,
Cécil Moller colhe o depoimento dessas mulheres.
Wa N´Wina (Sincerely Yours – Série “Steps for the future” África do Sul,
2001, 52 min)
Direção: Dumisani Phakathi
Dumisani volta a sua cidade para captar como se vive nesses tempos de aids.
Câmera em punho, ao acaso dos encontros, conversa com amigos de infância que
encontra e os faz falar, num estilo vivo e incisivo.
20 de julho
19h
Si-Gueriki, Rainha-mãe (Benim / Alemanha / França, 2002, 62 min)
Direção: Idrissou Mora Kpai
Depois de dez anos de ausência, o diretor volta ao Benim para rever sua
família. Contra qualquer expectativa, essa viagem será a ocasião de
redescobrir sua mãe.
21 de julho
19h
Memória entre duas margens (Burkina Faso/ França, 2002, 90 min)
Direção: Fréderic Savoye e Wolimité Sié Palenfo
Os diretores revisitam a história da colonização francesa na região Lobi, a
sudoeste de Burkina Faso. Nessa região, aldeias e famílias ainda estão
marcadas pela lembrança desse período doloroso.
22 de julho
19h
Nha Fala (Guiné Bissau/ França/ Portugal/ Luxemburgo, 2002, 90 min)
House of Love – Série “Steps for the future” (Namíbia/África do Sul, 2001,
26 min)
Direção: Cécil Moller
23 de julho
15h
Férias em casa (Camarões / França, 2000, 75 min)
Direção: Jean-Marie Teno.
Em 1998, Jean-Marie Teno volta, durante o verão, à terra de sua infância, nos Camarões. De Yaoundé, cidade grande, até Badjoun, aldeia onde passava as
férias na infância, a viagem lhe permite fazer inventário irônico da
situação do país.
19h
Wa N´Wina (Sincerely Yours) – Série “Steps for the future”
(África do Sul, 2001, 52 min)
Direção: Dumisani Phakathi
24 de julho
19h
Ruanda In Memoriam (Senegal / França, 2003, 68 min)
Direção: Samba Félix N´Diaye
Entre abril e julho de 1994, o massacre dos Tutsi e dos Hutus moderados fez
um milhão de vítimas. Quatro anos depois, uma dezena de autores africanos se
encontraram para uma oficina em Kigali, procurando quebrar o silêncio dos
intelectuais africanos a respeito do genocídio. Em maio de 2000, Samba Félix
N´Diaye registra o encontro de escritores e artistas africanos e de outros
lugares em Ruanda, para o lançamento de uma série de obras inspiradas nessa
experiência.
Zimbabwe: Contagem Regressiva (Zimbabwe / França, 2003, 55 min)
Direção: Michael Raeburn
Michael Raeburn volta aos acontecimentos que a partir de 2000 mergulham o
Zimbabwe no caos social e na falência econômica.

Da Redacao