S. Paulo – O novo Secretário de Cultura do Estado, João Saiad, decidiu extinguir a Assessoria Afro, que tratava das questões de gênero e etnia, criada desde o Governo Montoro, em 1.982. A decisão foi comunicada pelo chefe de gabinete Arnaldo Gobetti Jr., a responsável pela assessoria, Maria Aparecida de Laia, e começou a ser implementada com a demissão dos quatro funcionários que trabalhavam no setor, todos colocados em aviso prévio.

Com a extinção da Assessoria Afro também se extingue o Programa “Diversidade e Herança Cultural Afro-Brasileira”, coordenado por Laia desde 2003, e que vinha desenvolvendo várias atividades como o curso de História de Cultura Africana e eventos culturais como parte do mês da Consciência Negra, em novembro.

O Programa também vem trabalhando na revitalização e tombamento de sítios religiosos e foi o responsável pelo Programa “Quilombos Vivos”, gerenciado Pela Associação dos Amigos das Oficinas Culturais (Assaoc), uma Organização Social (OS) que desenvolveu Oficinas e enviou computadores para 21 comunidades quilombolas no Estado de S. Paulo. Só o ano passado, o Projeto teve um investimento de R$ 500 mil.

Outros R$ 400 mil foram aplicados nas atividades, o que tornou a Secretaria de Cultura do Estado, um pólo de referência da temática racial em S. Paulo. Os funcionários demitidos fazem parte de 209 credenciados da Secretaria, cuja situação funcional era incerta. As demissões, porém, começaram justamente pela Assessoria Afro, atingindo alguns servidores com até 17 anos de serviço.

Da Redacao