Salvador – Convocar a população para denunciar toda e qualquer forma de discriminação. Este é o objetivo principal da Assembléia Negra e Popular, que será realizada nesta sexta-feira, 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia do Racismo.
Organizado por diversas entidades do Movimento Social baiano, o evento conta com a participação de aproximadamente 40 entidades e tem uma vasta programação. Às 13h, as entidades realizam um ato na Praça da Sé, no Memorial das Baianas, um abraço simbólico na árvore da Cruz Caída. Às 15h, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador acontece a Audiência Pública Federal, Pelo Acesso à Justiça e à Democracia Racial e em Defesa das Ações Afirmativas no Brasil. Em seguida haverá o lançamento da Campanha “Luislinda Valois: Desembargadora negra sim ! Por que não?”.
A mobilização em torno da data será nacional. Na Bahia serão trabalhados 4 eixos: A luta contra o racismo e por justiça em todo o país; a defesa da luta pela terra com Reforma Agrária por parte de todas as camadas populares rurais em seus territórios no campo; a luta contra os retrocessos do Sistema Ambiental e a luta por uma política pública construída com participação e democracia reais, incluindo a Defesa dos Territórios nas cidades que sofrerão com os impactos sócio ambientais dos Megaprojetos da Copa 2014 defendidos pelo Governo, em parceria com o capital imobiliário.
“Neste dia de denúncia e de luta contra o racismo, tomamos mais uma vez as ruas de Salvador e do Brasil para exigir reparações e provocar uma reflexão a toda sociedade brasileira: é preciso dar um basta na violência racista!”, declara Jerônimo Júnior, Coordenador da UNEGRO e um dos organizadores do ato.
Atual
A discriminação racial ainda faz parte do cotidiano brasileiro. Recentemente, o país acompanhou as declarações do Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que em um programa de TV afirmou que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque “foram muito bem educados”, relacionando a relação entre brancos e negros com “promiscuidade”. Na mesma semana outro deputado, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), usou o twitter para dizer que “os africanos são amaldiçoados”.
A Assembléia Negra também vai pedir reparação por esses atos racistas e a cassação do mandato dos dois parlamentares.

Da Redacao