S. Paulo – Durante o I Encontro, que contou com a presença de leitores da Baixada Santista, de Campinas, e da região do Grande ABC, além da capital, foram exibidos vídeos com saudações de várias partes do Brasil e do mundo. O correspondente de Afropress, em Nova York, Edson Cadette, fez uma saudação especial. “Viva a Afropress”, afirmou, lembrando os 6 anos de colaboração voluntária contínua. 

Marcos Romão, da Rede Mamaterra, do Rio, Luiz Carlos dos Santos, presidente do Movimento dos Clubes Negros do Brasil, do Rio Grande do Sul, Mozart Serafim, do Espírito Santo, Cristiane Mesquita, do Maranhão, e Conceição Vercesi, de Botucatu, interior de S. Paulo, destacaram o trabalho de oito anos de Afropress.

De Londres, Alberto Castro, colaborador eventual, escreveu: “Minhas calorosas saudações pelo oitavo aniversário da Afropress. Essa querida Agência de Notícias que com a sua atuação vem prestando um contributo inestimável no combate contra o racismo e projetando uma maior visibilidade dos negros, a sua afirmação e denunciando os problemas que os mesmos enfrentam no Brasil. Voto para que continue trilhando destemidademente, por muitos anos e com êxitos, esse caminho árduo do jornalismo de causas que abraçou por um Brasil mais justo”.

O coordenador do SOS Racismo, da Assembléia, Cícero Almeida, destacou o fato do I Encontro ter sido transmitido para todo o mundo pela Internet, via streaming. O Encontro também foi gravado e deverá ir ao ar nos próximos dias.

Campanha

A campanha "Corra atrás do seu Direito – em defesa dos perseguidos pela ditadura" foi lançada com o depoimento do operário Antonio Marques de Santana, ex-presidente do Diretório de Cubatão, que relatou estar impedido de entrar na área da Refinaria Presidente Bernardes, da Petrobrás, em Cubatão, desde 1.995 por perseguição política.

Marques, que foi militou na oposição da construção civil da Baixada Santista e esteve à frente de greves no Parque Industrial disse que a prática adotada pela Petrobrás, mesmo punida pela Justiça do Trabalho com multa de R$ 250 mil, continua a ser adotada agora de forma mais sutil: para não pagar a multa a direção da Refinaria agora orienta as empreiteiras a pedirem o currículo. "Basta que vejam o meu currículo para que a minha entrada seja proibida e dessa forma não consigo trabalhar", contou.

A campanha pretende informar e mobilizar ativistas negros de todo o país do período de 1.976 em diante e que tiveram suas vidas vasculhadas pelos órgãos de represessão do regime militar e a entrarem com processos junto a Comissão atuante no Ministério da Justiça que aprecia os pedidos de indenização e aposentadoria com base na Lei 10.559/2001, que regulamenta o art. 8º das Disposições Transitórias da Constituição Federal.

Da Redacao