S. Paulo – A desembargadora Luislinda Valois, a nova secretária especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Ministério da Justiça, estará em S. Paulo nesta segunda-feira (01/08) para um encontro, às 16h30, com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes.

Luislinda será acompanhada pela chefe de políticas para as Populações Negra e Indígena do Estado, professora Elisa Lucas Rodrigues. O tema da conversa serão as políticas afirmativas que estão sendo executadas em S. Paulo. A nova secretária também deverá falar dos planos à frente da SEPPIR e pedirá ao governador apoio para as iniciativas previstas para S. Paulo.

Movimento social

Pela manhã, Luislinda (foto ao lado) se reunirá com lideranças de entidades do movimento social negro, por iniciativa da Coordenação de Políticas para as Populações Negra e Indígena do Estado, ligada a Secretaria da Justiça. O encontro acontecerá ás 10h, no auditório da Secretaria do Emprego e das Relações de Trabalho, que fica na Rua Boa Vista, 170, Centro.

Esta é a primeira vez em 13 anos, que um titular da SEPPIR vem a S. Paulo para encontrar-se com o governador.

Nos dois mandatos do ex-presidente Lula e até o afastamento da presidente Dilma Rousseff, nenhum dos titulares da Secretaria – Matilde Ribeiro, Edson Santos, Martvs Chagas, Elói Ferreira de Araújo, Luiza Bairros (falecida recentemente) e Nilma Lino Gomes – esteve no Palácio dos Bandeirantes.

A inexistência de agenda entre o órgão federal, que já teve status de ministério, e o Governo de S. Paulo é política: a SEPPIR, desde a sua criação, em 2003, teve como titulares militantes do PT e do PC do B e ou pessoas próximas a esses partidos, adversários do PSDB que ocupa o Palácio dos Bandeirantes há 20 anos.

S. Paulo é o Estado com maior população negra do país, em números absolutos – cerca de 15 milhões de pretos e pardos – 36% da população do Estado.

Primeira juíza negra

Luislinda, que é considerada a primeira juíza negra do país e é também autora da primeira sentença condenatória em um processo movido por vítima de racismo, é filiada ao PSDB e foi candidata a deputada federal nas eleições de 2014.

Segundo a professora Elisa Lucas (foto ao lado), a presença da nova Secretária de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, será uma oportunidade importante para que o movimento social de S. Paulo estabeleça uma nova interlocução com o novo Governo.

Logo que foi anunciada pelo Governo interino provocou reações de desagrado no movimento negro partidário ligado ao PT e ao PC do B, partidos que adotaram a posição de rejeitar o impeachment a Dilma e passaram a chamar o vice Michel Temer de “golpista”.

Da Redacao