Brasília – Passados exatos 26 dias depois de ser anunciado como novo presidente da Fundação Cultural Palmares, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, o produtor cultural, diretor e ator, Hilton Cobra, o Cobrinha, ainda aguarda a publicação da nomeação do seu nome  no Diário Oficial da União e não tem data marcada para a posse.

Enquanto isso, o presidente demissionário, o ex-ministro da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, cujo cargo foi pedido pela ministra Marta Suplicy, está de férias. Segundo informações de pessoas próximas, ele viajou para fora do país (a fonte não soube informar para que país da Europa), e só retorna no final desta semana, ou início da próxima.

A notícia da troca de comando na Palmares foi dada com exclusividade pela Afropress no dia 31 de janeiro passado e dois dias depois foi confirmada por veículos da grande mídia.

Na ausência do titular e sem a nomeação e posse do sucessor, Hilton Cobra, Martvs Chagas, o substituto natural do presidente, assumiu interinamente a direção da autarquia. Martvs ocupa o cargo de diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação, desde o início do Governo Dilma.

Única liderança negra a ocupar espaço na direção nacional do Partido dos Trabalhadores, ele também é um dos dirigentes da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), articulação de lideranças filiadas ou próximas ao Partido dos Trabalhadores (PT). No Partido, faz parte da ala majoritária – a Corrente Construindo um Novo Brasil (CNB).

Rumores

Enquanto não sai a publicação do ato nomeando o novo presidente, sobram rumores em Brasília, inclusive de que, o nome de Cobrinha estaria enfrentando resistências na bancada do PT, na Câmara e no Senado.

A demora para publicação da nomeação, contudo, segundo pessoas com trânsito na Casa Civil, nada tem a ver com restrições políticas ao nome do novo presidente – que é considerado um gestor experiente e com trânsito nos meios culturais do Rio e no Movimento Negro. “É uma demora natural. A publicação acontecerá a qualquer momento”, garante uma fonte que pediu que seu nome fosse mantido em sigilo.

Com fundamento, ou sem, o fato é que a demora de 26 dias entre o anúncio e a publicação no Diário Oficial já é considerada um record na Esplanada. “Quando o Elói foi nomeado também houve uma certa demora, mas era natural porque o Governo estava começando. Agora não”, comenta uma outra fonte, também pedindo que seu nome seja mantido em sigilo.

 

Da Redacao