Rio – Cinco meses depois que saiu de sua casa em Caxias, de bermudas e na companhia de três homens, no dia 17 de março deste ano, o educador negro Roberto Delanne continua desaparecido, sem que se tenha qualquer pista do seu paradeiro.
Autoridades da área de segurança já foram visitadas pela família e por amigos que vem se revesando no mutirão de buscas, sem quaisquer resultados. Entre os amigos, já há desânimo e críticas a falta de ação das autoridades que não apresentam qualquer pista. O inquérito aberto na 62ª Delegacia de Duque de Caxias para apurar o caso, não apresentou nenhum resultado.
Todas semanas surgiram boatos do paradeiro do educador, inclusive, de que estaria morto em circunstância não esclarecida. Outros boatos relatam ter sido visto vagando pelas ruas do Rio, na companhia de indigentes. Nada, no entanto, se apurou e, aos poucos, o caso vai ganhando espaço nas gavetas da Delegacia de Caxias onde está registrado.
Nesta terça-feira, o Grupo Delanne, formado por entidades do Movimento Negro carioca e amigos do educador se reúne, mais uma vez na sede do Instituto Palmares de Direitos Humanos (IPDH), à Rua Mem de Sá, 39.
Segundo Ana Felippe, do Espaço Memória Lélia Gonzalez, que responde pela coordenação do GT-Delanne, as buscas e a luta para encontrar Delanne continuarão, apesar de todas as dificuldades. Informações sobre o paradeiro de Delanne podem ser feitas por meio dos telefones (021) 3399-5235 e (021) 3399-5233.
Quem é Dellane
O professor Roberto Delanne é também poeta e fundador de várias entidades e organizações do Movimento Negro carioca. É professor de Ética e Cidadania e já trabalhou na Cruz Vermelha Internacional, no Egito e em Angola.
Nascido no Rio de Janeiro é graduado em Letras/Português e Alemão pela UERJ. Também tem Graduação em Pedagogia/Administração Escolar (UERJ), e em Telejornalismo pela Fundação Vieira Fazenda.

Da Redacao