Brasília – A Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) lançou nota de apoio a Afropress pelos ataques que a Agência vem sofrendo de bandos racistas e neonazistas. Na nota a Seppir diz que os ataques – que forçaram a retirada do ar – constituem um atentado “à liberdade de imprensa e aos direitos constitucionais constitucionais de respeito a todas as pessoas, independente de raça, gênero, idade, orientação sexual e religiosa”.
Veja, na íntegra, a Nota:
Diante dos fatos ocorridos com a Afropress (Agência Afroétnica de Notícias), de retirada forçada do ar de sua home page, por três vezes em período inferior a seis meses, devido à ação de hackers (piratas cibernéticos), os quais se manifestaram com mensagens discriminadoras a negros e indígenas e anti-semitas, a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) vem a público manifestar sua contrariedade em relação aos acontecimentos que expressam um ataque à liberdade de imprensa e aos direitos constitucionais de respeito a todas as pessoas, independente de raça, gênero, idade, orientação sexual e religiosa.
Por tratar-se de um veículo de comunicação voltado à disseminação de notícias e informações sobre a questão negra, comprometido ainda com a promoção da igualdade racial ao incorporar a Rede Nacional de Comunicação e Mídia Negra, proposta por essa Secretaria, reafirmamos a relevância política do trabalho desenvolvido pela Afropress e sua atuação fundamental para enfrentamento do racismo e da discriminação nos meios de comunicação, além de ser um projeto inovador de resistência midiática orientado pelo referencial étnico-racial.
Comunicamos ainda o acompanhamento de tais fatos, desde a primeira ocorrência, pela Ouvidoria da Seppir e sua articulação junto aos órgãos públicos competentes para apuração dos fatos, os quais estão dedicados à investigação da discriminação racial na internet.
No ensejo, a excelentíssima ministra Matilde Ribeiro relatou em sua participação, no Seminário de Alto Nível Racismo na Internet e as Normas Internacionais, realizado na Suíça, os casos brasileiros de racismo e discriminação racial difundidos na rede mundial de computadores. O encontro, que se estende de 16 a 23 de janeiro, almeja o cumprimento da Declaração e do Programa de Ação de Durban, firmados na III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.
Portanto, a Seppir repudia tais procedimentos incidentes na Afropress e reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade racial em todas as áreas e canais públicos e sociais vigentes no Brasil.
Ouvidoria Seppir
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Da Redacao