Brasília – A notícia é guardada como segredo de Estado, mas a ministra Matilde Ribeiro (foto), da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), já sabe que não permanecerá ministra em um eventual segundo Governo Lula. Ela poderá até continuar na Esplanada, porém, como parte do plano de enxugamento da máquina administrativa, a estrutura da Seppir, hoje com status de Ministério, será reduzida, o que significará redução do número de cargos, atribuições e recursos.
O plano também atingirá a Secretaria Especial de Mulheres. Ambas deverão virar Coordenadorias vinculadas a um único Ministério.
A tentativa de acabar com o Status da Seppir não é recente. No ano passado, pouco antes da realização da 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a medida chegou a ser dada como certa, no contexto de uma reforma ministerial. Na época houve forte reação de lideranças do Movimento Negro e Lula preferiu não mexer.
Agora, porém, o presidente já admite em conversas reservadas, que o Governo será redesenhado em um eventual segundo mandato. O PT já sabe que perderá espaço e ministérios. Em contrapartida, o PMDB é admitido como o grande fiador de um segundo Governo Lula. Há quem fale em Brasília que o Partido poderá ficar com até 8 Ministérios, ao contrário dos dois que ocupa hoje.
A decisão de reduzir o status da Seppir – que tem um orçamento que mal cobre os gastos com passagens em viagens da ministra e de assessores -, vem sendo guardada em segredo, porque Lula não quer perder votos na base dos movimentos negros, onde aparece com larga vantagem sobre o candidato tucano Geraldo Alckmin.
Por outro lado, mesmo tendo conhecimento da informação que circula nos bastidores do Planalto, as principais lideranças negras alinhadas com o Governo Lula – como o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro – já anunciaram apoio incondicional ao petista.

Da Redacao