Rio Grande/RS – O servidor público estadual e presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Social e Cultural da Comunidade Negra da cidade de Rio Grande (RS), André Brisolara, denunciou que tem sido discriminado por membros da Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG). “Como trabalhador e negro sinto discriminado por membros que fazem parte do quadro de minha empresa”, afirmou.
Veja o depoimento encaminhado por Brisolara, que Afropress reproduz na íntegra.
Rio Grande, 20 de agosto de 2010
Discriminação ou Preconceito.
Eu André Brisolara servidor público estadual funcionário da SUPRG, venho através deste fazer um desabafo. Como trabalhador e negro sinto discriminado por alguns membros que fazem parte do quadro de minha empresa, tentei por algumas vezes mudar de setor e alguns amigos me indicavam o setor que estava com falta de pessoal e que convidavam, outros companheiros para fazer parte da equipe, com auxilio de alguns companheiros tentei algumas mudanças para os setores que me eram indicados.
Como já era esperado recebi sinicamente a resposta de que o setor já estava com seu quadro lotado, sabe isto me indignou pois alguns companheiros ainda citaram meu nome para que pudesse ir para alguns destes no setores.
Depois de traçar uma luta dentro do movimento sindical em certos momentos até abandonando a família, em 1992 fizemos parte da diretoria da Federação Nacional dos Portuários onde travamos algumas lutas como a reintegração dos demitidos no governo Color, a renovação da concessão do extinto DEPRC, atualmente SUPRG e uma luta para o resgate da dignidade do trabalhador portuário. Assisto descaso de meus próprios companheiros quando se trata de dar oportunidade.
Não iria mencionar estes fatos mas para o conhecimento de todos que lerem, a discriminação e o preconceito é feito desta forma e deste modo medíocre e para espanto por colegas de trabalho, os quais muita estrada se percorreu para que a categoria tivesse o que tem hoje através do movimento sindical credibilidade.
Desta forma retomo a luta como militante do movimento negro e lhes apresento esta denuncia, onde nossa luta não conta e sim a simpatia perante o grupo. E aí deixo a pergunta o preconceito existe? Esta é a minha indignação.
André Costa Brisolara Cardozo
Presidente do COMDESCCON.
Conselho Municipal de Desenvolvimento Social e Cultural da Comunidade Negra

Da Redacao