Brasília – Depois de um inexplicável silêncio sobre os nomes dos suspeitos do atentado aos apartamentos ocupados por africanos na Casa do Estudante Universitário da Universidade de Brasília (UnB), começam a aparecer, inclusive na grande mídia, os primeiros nomes de cinco suspeitos do crime. São eles, o estudante de engenharia florestal, Wagner Guimarães, 28 anos, e outro de nome Roosevelt, citados no depoimento do estudante Gaudêncio Pedro da Costa, da Guiné Bissau.
O delegado que preside o inquérito Francisco Serra Azul, recusou-se a fornecer nomes, mesmo depois que Costa acusou cinco vizinhos do alojamento, por quem os africanos vem sendo há algum tempo hostilizados, como suspeitos.
Além de Guimarães e Roosevelt, um outro estudante de nome Francisco, seria um dos envolvidos no ataque de caráter racista, realizado na madrugada de quarta-feira, segundo apurou a Afropress de fonte que pediu que seu nome fosse mantido em sigilo.
Guimarães negou ter envolvimento no caso e, quando perguntado pelo delegado sobre o que estava fazendo na hora do incêndio, respondeu: “Eu disse que estava dormindo e só acordei umas sete e meia com a gritaria lá em baixo”.
Na sexta-feira, 30/03, o delegado ouviu além de Costa e Guimarães, mais seis testemunhas, entre os quais o porteiro Marismarques Dourado, que estava de plantão no prédio. Serra Azul disse que ouvirá outras testemunhas provavelmente esta semana, entre os quais, outros estudantes africanos que estão recolhidos em hotel da Asa Norte, cujo nome não foi revelado por razões de segurança.
Veja o vídeo do protesto dos estudantes:

http://www.youtube.com/watch?v=eF_h62P698s

Da Redacao