O tema cotas Raciais continua a ser delicado na nossa sociedade, porém devemos tratar o mesmo com consciência sem enfoques ideológicos e respeitando o entendimento de cada seguimento. Definir como eugenista o sistema de cotas sugerido pelo Governo do Estado de São Paulo configura uma total ausência de visão do mundo em que vivemos. 

É certo não ser o programa desejado pela comunidade, porém, é um passo em direção a promoção da igualdade racial a ser aperfeiçoado com o conhecimento de seu teor e com apresentação de proposta da sociedade. 

Aliás, só após o não atendimento aos pleitos e não realização de alterações segundo a visão da comunidade é que poderemos formar o entendimento sobre os benefícios concedidos ou não pelo mesmo.

Devemos neste momento ter um olhar comparativo com a edição e vigência do Estatuto da Igualdade Racial, uma vez ser de domínio público o fato de não ser o mencionado diploma legal resultante do sonho sonhado pela comunidade, porém, poucos foram os críticos do mesmo sendo a defesa do mencionado texto legal uma unâminidade entre as lideranças do movimento. Concluindo-se, ser o mesmo um ganho de direito sociais da Comunidade Negra, sem qualquer voz discordante, por atender aos nossos anseios. 

Certo é que posso me posicionar de forma independente, uma vez não estar presente na sala de estar do Palácio Bandeirantes e do Palácio da Alvorada e, desta forma, sou detentor da isenção para dizer que a proposta do Governo Estadual deve ser objeto de avaliação e criticas, assim como foi do Estatuto da Igualdade Racial, para posterior apresentação de conclusão e sugestão para aperfeiçoamento de programa .

A manifestação de posição contrária decorrente de amparo ideológico é a demonstração incontroversa de uma debate contaminado por interesses políticos em prejuízo de nossa comunidade, que busca o bem sem olhar quem o faz. 

Devemos contrapor a definição de ser o mesmo eugenista e também não ser um programa sonhado pela população negra, mas merece avaliação critica sem o ufanismo de ser o mesmo um ganho e sem a visão critica destrutiva de programa.

Nós, do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, gestão 2011/2014, que sempre brigamos pela implantação das cotas, vamos analisar, concluir e fazer sugestão ou manifestar a nossa aprovação do programa, após um estudo detalhado do mesmo, uma vez determos a independência para formar a nossa opinião sobre o mesmo, buscando sempre o interesse da Comunidade Negra.

Marco Antonio Zito Alvarenga