S. Paulo – Cerca de 200 pessoas participaram neste sábado do ato público em frente ao Teatro Municipal, na praça Ramos, promovido pelo Movimento Anarco Punk de S. Paulo e aliados da luta anti-racista como o Grupo de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, que marcou o início da Jornada Anti-fascista deste ano.
A manifestação aconteceu pelo sétimo ano consecutivo para lembrar o assassinato de Edson Néris da Silva, por um grupo de 12 skinheads, em plena Pça da República. Edson Néris era negro e homossexual.
Além da liderança Punk estiveram presentes ativistas de movimentos sociais, grupos de direitos humanos e culturais. “A data tornou-se um marco para nós do Movimento Anarco Punk, que, como resposta a essas atrocidades cometidas por grupos racistas e de direita, estamos realizando a jornada para que ninguém esqueça tais atos de violência desses covardes fascistas”, afirmam os organizadores.
Durante o ato houve exposição do Mural Anti-Fascista com denúncias retiradas de jornais, revistas e zines sobre atos de violência por parte de grupos de direita e abertura de microfone para a apresentação de denúncias de casos de intolerância e ódio racial.
Também estão previstas atividades culturais com apresentação de rodas de capoeira e de malabares, além de atividades lúdicas.
A jornada inclui também a realização de um outro Ato Anti-Fascista em Mogi das Cruzes, previsto para 07 de fevereiro, para marcar o episódio em que dois jovens foram covardemente atirados de um trem em movimento, em 2.003, por um grupo de skinheads. Um deles, Cleiton da Silva, morreu vítima de traumatismo craniano, enquanto que o outro – Flávio do Nascimento – teve um dos braços decepados durante a queda.
Em Mogi, haverá apresentações de break, bandas punks, palestra sobre racismo e intolerância, exposição de Mural Anti-Fascista e também distribuição de materiais libertários.

Da Redacao