S. Paulo – A Coordenação de Políticas para as Populações Negra e Indígena do Governo de S. Paulo se reúne nesta segunda-feira (01/02) para discutir propostas para a área da saúde que contemplem a população negra paulista, com ênfase a situação das mulheres e dos jovens. Entre as propostas está a criação de um ambulatório piloto para tratar exclusivamente da saúde da mulher negra.

S. Paulo tem a maior população negra do Brasil, em números absolutos – 34,6% da população do Estado, estimada em 43 milhões. Só 5,1% da população indígena brasileira reside no Estado – 0,1% da população de acordo com dados da Fundação Seade e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a chefe da Coordenação, professora Elisa Lucas Rodrigues, o encontro servirá para definir uma pauta e ações objetivas que serão implementadas ao longo do ano. "Também discutiremos a questão da juventude negra, que enfrenta uma situação muito difícil, alvo de violência conforme demonstram todas as estatísticas”, acrescentou Elisa.

Entre outros que estão na pauta, segundo Elisa, está a formalização de parceria com a Coordenadoria da Mulher e com a Secretaria de Desenvolvimento social, visando a adoção de políticas para atendimento à saúde da mulher negra. A médica Albertina Duarte Takiuti, Coordenadora de Políticas para as Mulheres estará presente.

A reunião, que terá a participação de ativistas de várias regiões do Estado, está marcada para à Rua Antonio de Godoi, 122, 11º andar, (próximo ao Largo do Paissandu, centro), começa às 10h e vai até às 13h.

 

Da Redacao