Brasília – Ainda não será desta vez que o Superior Tribunal de Justiça verá um negro ocupando um cargo de ministro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou para o cargo o desembargador federal Napoleão Nunes Maia Filho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (Recife), preterindo o desembargador carioca negro, Benedito Gonçalves, do TRF-2 (Rio de Janeiro, um dos três nomes da lista tríplice.
O novo ministro que ocupará a vaga aberta com a aposentadoria de Jorge Scartezzini, recebeu 25 dos trinta votos dos ministros do STJ, para compor a lista, sendo o mais votado. Além dele e do desembargador negro concorreu a indicação uma mulher: a desembargadora Assusete Magalhães, do TRF-1 (Brasília).
Nunes Maia Filho tem 61 anos, é cearense de Limoeiro do Norte. Bacharel e mestre em Direito pela Universidade Federal do Ceará, possui o título de Notório Saber Jurídico e de Livre Docente em Direito Público/Direito Processual Civil.
O novo ministro leciona Direito Processual Civil na UFC e lecionou Direito Processual Civil na Faculdade de Direito do Recife. É juiz desde 1991. Coordenou os Juizados Especiais Federais, dirigiu a Escola da Magistratura. Tem mais de dez livros de Direito publicados. Também escreve poemas. É membro da Academia Cearense de Letras, onde ocupa a cadeira que pertenceu à escritora cearense Rachel de Queiroz.

Da Redacao