S. Paulo – Na primeira reunião realizada por Leandro Silva, o novo responsável pela Assessoria Afro, que trata de gênero e etnia na Secretaria de Cultura de S. Paulo, os três funcionários da equipe receberam uma notícia com a qual certamente não contavam: todos estavam demitidos.
A reunião realizada à tarde na Secretaria teve a presença de Luiz Nogueira, diretor da Unidade de Formação Cultural (UFC). Foi Nogueira quem se encarregou de comunicar as demissões. Foram exonerados os técnicos Elizabete Baun, Patrícia de Carvalho e Addilson Simões de Almeida, que prestavam serviços na Assessoria há quatro anos. Almeida estava há seis.
Leandro Silva, o novo responsável pela Asssessoria Afro foi indicado pelo coordenador do Nupe (Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão) da Unesp – Universidade Estadual Paulista, professor Dagoberto Fonseca, que assumiu a condição de interlocutor informal do Secretário João Saiad, depois de participar de uma reunião no gabinete deste, com lideranças do movimento negro, no dia 12 de fevereiro passado, para defender o trabalho que vinha sendo realizado pela Asssessoria Afro e pela sua titular Maria Aparecida de Laia.
Surpreendido com a decisão, Addilson ainda questionou um acordo que teria sido firmado entre Fonseca e Saiad, pelo qual os servidores credenciados, sairiam em abril. Inútil, as demissões foram mantidas.
Com isso, além da titular , toda a equipe foi desmontada. Saiad havia dito anteriormente que a Assessoria continuaria ligada ao gabinete e que não perderia força na atual gestão.
O professor Dagoberto Fonseca não foi localizado pela Afropress para falar do caso. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura deve se manifestar nesta sexta-feira sobre o assunto.
Assessoria Afro foi criada em 1.982 no Governo Montoro, e tinha, como uma das suas principais atividades, o Projeto “Quilombos Vivos”, gerenciado pela Associação dos Amigos das Oficinas Culturais (Assaoc).

Da Redacao