Brasília – A Universidade de Brasília (UnB) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação pretendem treinar, em um Curso à distância em Educação e Diversidade Étnico-Racial, 50 mil profesores de Escolas Públicas dos 26 Estados e do Distrito Federal.
No total, 306 municípios e mais de 7 mil escolas em todo país – desde a educação infantil, passando pelos níveis fundamental e médio -, serão incluídas no Curso. As inscrições, que começaram na semana passada, podem ser feitas até o dia 21 de abril. O curso, de 120 horas, começa dia 22 de maio e termina em 19 de setembro.
A proposta do Curso é apoiar os Estados e Municípios para que cumpram a Lei 10.639, proporcionando capacitação de professores para o ensino de história e cultura africanas e afro-brasileiras na educação básica.
Segundo Eliane Cavalleiro, coordenadora geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secad, na educação brasileira, a ausência de uma reflexão sobre as relações raciais no planejamento escolar tem impedido a promoção de relações interpessoais respeitáveis e igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano da escola.
Ela afirma ainda que “como professores não podemos mais silenciar diante do crime de racismo no cotidiano escolar, em especial se desejamos realmente ser considerados educadores e sujeitos de nossa própria história”, avalia.
Para Glória Moura, professora da Faculdade de Educação da UNB e coordenadora pedagógica do curso de Diversidade Étnico-racial, a importância da realização deste curso para professores e profissionais de educação esta na possibilidade da população brasileira tomar conhecimento de sua identidade étnica e para isto “é imprescindível conhecer sobre a contribuição africana na nossa identidade”.
Os inscritos no curso receberão dois módulos impressos, um sobre história e cultura, no qual serão abordados temas como geografia africana, o negro no Brasil, a influência africana na formação cultural brasileira, a religiosidade afro-brasileira, dentre outros. O segundo enfatiza os espaços pedagógicos e aborda, por exemplo, a questão racial na educação infantil e na
construção da identidade. Os cursistas poderão interagir entre si e com o tutor, responsável por
acompanhar diretamente as atividades por meio do programa e-ProInfo (Ambiente Colaborativo de
Aprendizagem a Distância), da Secretaria de Educação à Distância do (Seed/MEC).

Da Redacao