Rio – Por decisão unânime dos três desembargadores, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou o julgamento do segurança da Protege Natalício Marins, assassino confesso do jornaleiro Jonas Eduardo Souza Santos Souza, 32 anos, e determinou sua prisão. O mandado de prisão já foi expedido e o segurança deve ser preso a qualquer momento.
Jonas, que era cliente do banco Itaú há 10 anos, foi assassinado com um tiro no peito pelo segurança no dia 22 de dezembro do ano passado, às vésperas do Natal. Barrado na porta giratória e submetido à humilhações e constrangimentos, ao conseguir entrar pediu explicações a Marins. Foi abatido com um tiro no peito. Julgado em julho passado, foi absolvido. O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri aceitou a tese da legítima defesa, o que provocou indignação da família e de amigos do jornaleiro morto.
No julgamento desta quinta-feira, os três desembargadores – Maria Raimunda Azevedo, Valmir Ribeiro e Sueli Lopes Magalhães – acataram por unanimidade o pedido de anulação feito pelo promotor Paulo Rangel e pela advogada Maysa Evangelista, que atuou como assistente do Ministério Público, em nome da família.
“Melhor que isso, só se fosse possível, condená-lo de imediato, na mesma decisão”, comentou Rangel. Ele acredita que o novo julgamento deve ser marcado e acontecer ainda este ano, quando então espera que, finalmente, seja feita justiça, com a condenação do assassino.
Rangel destacou a atuação da advogada Maysa Evangelista, que fez a sustentação oral pedindo novo júri e a prisão de Marins. O único voto destoante neste sentido foi do desembargador Valmir Ribeiro, que embora votando por novo júri não considerou necessária a prisão. Foi vencido pela maioria da Câmara.
Vitória da Justiça
Josué, irmão de Jonas, disse que a decisão do Tribunal representa uma vitória da Justiça. Agora, segundo ele, a família espera que o novo julgamento seja marcado e o assassino seja condenado exemplarmente com base na Lei. “Só assim voltaremos a acreditar que não vivemos no país da impunidade”, afirmou.

Da Redacao