Porto Alegre – O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou Alexandro Fraga Carneiro, 26 anos, a dois anos e 11 meses de reclusão pelo crime de apologia ao nazismo, incitamento à discriminação e preconceito a grupos étnicos, raças, homossexuais, judeus e negros. A pena foi convertida à prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo a alguma entidade beneficente.
Segundo o Ministério Público, em meados de 2003, de forma continuada e organizada, Alexandro e outros jovens praticaram e incitaram a discriminação, o preconceito de raça, cor, etnia e religião. Os fatos ocorreram nas avenidas Independência e Osvaldo Aranha, em Porto Alegre.
O réu e o bando com o qual se reunia agrediu várias pessoas, utilizando tacos de beisebol. Em fotos eles ainda aparecem fazendo a saudação nazista e ostentando nos corpos tatuagens de suásticas.
Os delinqüentes também fabricaram, distribuíram e veicularam símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos e propaganda utilizando o símbolo nazista. Além do material gráfico, uniram-se em torno da propagação de suas idéias racistas pela internet e pela música “88-Heil Hitler”.
Outros sete integrantes do grupo aceitaram acordo com o Ministério Público e tiveram a suspensão condicional do processo. Pelo prazo de dois anos, terão que comparecer de três em três meses a um juiz. Precisarão informar mudanças de endereço e não deverão se ausentar por mais de 30 dias.

Da Redacao