S. Paulo – Os 12 policiais militares, entre os quais um sargento e uma tenente, acusados pela tortura e morte do motoboy negro Eduardo Luis Pinheiro dos Santos, de 30 anos, estão presos desde esta quarta-feira (28/04), por decisão do Tribunal de Justiça Militar de S. Paulo. Todos estão recolhidos no Presídio Militar Romão Gomes.
O crime aconteceu no dia 09 de abril e segundo testemunhas, os suspeitos torturaram o motoboy dentro do Quartel da 1ª Companhia do 9º Batalhão da PM, localizado na Avenida Casa Verde, em Santana, na Zona Norte, de S. Paulo.
O advogado Eliezer Pereira Martins, que defende os acusados protestou pela decretação da prisão e considerou a decisão é “precipitada e inconsistente”.
“Não há provas de que foram os PMs que cometeram o crime. A vítima havia se desentendido com as testemunhas, podem tê-lo agredido após o motoboy ter deixado o quartel”, afirmou o advogado, anunciando que irá pedir a liberdade provisória dos acusados.
Segundo o porta-voz da Corregedoria da PM, major Marcelo Nagy, a Corporação investiga os policiais por três crimes: homicídio, prevaricação e formação de quadrilha. Nesta quarta, acabava a prisão administrativa cautelar por cinco dias dos suspeitos, que trabalhavam diariamente na Corregedoria e passavam a noite em casa.
A prisão aconteceu, depois que o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, acusou os policiais pelo assassinato do motoboy.
Segundo o advogado Marcos Nogueira, constituído pela família do motoboy, os pais de Eduardo consideraram as prisões um passo importante para que se faça Justiça, porém, alertou que “se sentem ameaçados”.

Da Redacao