Rio – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva vai pedir as imagens do jogo entre Juventude e Corinthians para decidir se leva adiante a denúncia do goleiro Felipe e pune o clube gaúcho por racismo. A denúncia foi feita pelo goleiro após a vitória de 2 a 1 da equipe paulista – campeã da Série B – na última quarta-feira (12/11), em Caxias do Sul.
A torcida do Juventude durante toda a partida hostilizou o goleiro do Corinthians, segundo o próprio, com ofensas racistas e atirando objetos em campo. O árbitro William Marcelo Souza Nery precisou interromper a partida e pedir reforço policial.
Não é a primeira vez que a torcida do clube gaúcho se envolve em denúncias da prática de racismo.
” Isso é gravíssimo, sim. Mas é preciso ter provas contundentes. No artigo 213 (Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), há um parágrafo que fala do ato racista. O clube pode perder mando de campo, ser multado e, se for reincidente, excluído do campeonato – afirmou o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.
Ele explicou que a norma no Brasil contra atitudes racistas de torcidas é mais rigorosa que no resto do mundo. A torcida que manifestar qualquer ato de preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade ou de pessoa portadora de deficiência pode prejudicar o próprio clube, além de ser uma contravenção penal inafiançável e imprescritível, com reclusão prevista de um a três anos. No Código Brasileiro de Justiça Desportiva também há a preocupação com este tipo de ato. Nos artigos 187 (Ofender moralmente) e 213 (Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto) existem parágrafos que tratam em específico do racismo.

Da Redacao