Belo Horizonte – O estudante Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista, responsável pelo trote racista na Universidade Federal de Minas Gerais, ocorrido no dia 05 de março do ano passado, foi expulso da Universidade por decisão de sua instância máxima – o Conselho Universitário da instituição – e com base no que apurou uma comissão de sindicância formada por três professores, responsáveis pela condução do processo administrativo. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (12/08).

Segundo a comissão, as imagens veiculadas pelas redes sociais e na imprensa “são repulsivas e remontam a situações simbólicas de discriminação histórica, além de atentarem contra as conquistas da liberdade, igualdade e diversidade, garantidas juridicamente, o que não pode ser olvidado, especialmente em uma Faculdade de Direito”.

Nas imagens os quatro apareciam fazendo a saudação nazista e conduzindo uma estudante acorrentada com a inscrição “caloura Chica da Silva”, numa referência a ex-escrava, que viveu na segunda metade do século XVIII e se tornou uma das mulheres mais importantes de Minas, após casar com o contratador João Fernandes de Oliveira.

Também foram punidos com suspensão por um semestre os estudantes Gabriel Augusto Moreira Martins, Gabriel Mendes Fajardo e Giordano Caetano da Silva por envolvimento na aplicação do trote.

A sindicância que apurou o caso constatou que 68 estudantes participaram, 98 contribuíram com dinheiro e 32 estudantes do centro acadêmico fizeram a distribuição de bebidas alcóolicas. Os quatro punidos são os que aparecem nas fotos.

Ao justificar as punições, o reitor Jaime Ramírez lembrou que a “Universidade tem uma responsabilidade perante a sociedade e a comunidade, e atos como esses não podem ser tolerados”. Como as penas são administrativas, não se sabe se os punidos recorrerão da decisão na esfera judicial.

Da Redacao