Brasília – O ministro Ronaldo Lopes Leal, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, reuniu-se na tarde desta terça-feira, 08/08, com lideranças do movimento negro para discutir a discussão no mercado de trabalho, a política de cotas e ações afirmativas.
Além do advogado Humberto Adami, presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara), participaram do encontro, o reitor da Universidade Cidadania Zumbi dos Palmares, José Vicente, o advogado Cezar Degraf Matheus e o ministro Carlos Alberto Reis de Paula, o primeiro negro a ser nomeado para o TST.
O presidente do TST disse que a polêmica criada pela proposta de cotas raciais já demonstra que o assunto merece atenção de todos os setores da sociedade. Ele acrescentou haver a necessidade de uma mudança cultural e enfatizou a importância do diálogo entre os vários segmentos da sociedade.
O TST poderá sedirar em novembro um Seminário sobre a questão para marcar a passagem da Semana da Consciência Negra, conforme sugestão feita por Adami e demais participantes da audiência.
O advogado Humberto Adami apresentou ao ministro Ronaldo Leal os principais pontos do pedido de inquérito, que será apresentado ao Ministério Público em relação à discriminação racial nas Forças Armadas, no Itamaraty e na Igreja Católica. Segundo Adami , “dos 300 bispos brasileiros, os negros não passam de meia dúzia”. “O mesmo ocorre entre os generais do Exército e os diplomatas”, acrescentou.

Da Redacao