S. Paulo – A TV Record e a TV Mulher, que pertencem a Igreja Universal do Reino de Deus, perderam por três a zero no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em S. Paulo, que decidiu pelo direito de resposta aos sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matriz africana, diariamente ofendidos em programas mantidos pelos bispos da Igreja. A emissora, porém, anunciou, por meio de advogados, que entrará com recurso possivelmente na próxima semana, porém, anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
O direito de resposta em favor das religiões de matriz africana foi mantido pela unanimidade pela 6ª Turma do Tribunal. Com a decisão, a Record é obrigada a exibir programas com duração de uma hora por sete dias consecutivos e com chamadas na programação regular.
A ação foi movida pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura-Afro-brasileiras (INTECAB) e pelo Ministério Público Federal. O direito de resposta já foi gravado e, nele, os sacerdotes, defendem a liberdade religiosa, fazem um apelo a uma cultura de paz e ao diálogo entre as religiões.
Segundo o procurador dos direitos do cidadão Sérgio Suiama, com a decisão, a Justiça deixou claro que não há espaço na televisão brasileira para a intolerância. “É inadmissível que uma seita use uma concessão pública de TV para demonizar religiões históricas brasileiras, com o objetivo de arrebanhar fiéis para sua igreja”, afirmou.

Da Redacao