Bruxelas – A união Européia de Futebol (Uefa) quer tratar com mais rigor os casos de racismo e estuda medidas que vão desde multa até a exclusão dos clubes das competições em caso de reincidência. Esta semana a Federação Italiana decidiu que todos os jogos sofrerão atraso de cinco minutos para que as equipes possam demonstrar a rejeição ao racismo que vem invadindo os estádios.
A decisão ocorreu depois que o jogador Marc Zoro, que é da Costa do Marfim, ameaçou abandonar o campo no jogo do seu time – o Messina – contra o Inter de Milão, após ser hostilizado por torcedores racistas.
“Estamos preparados para colocar em prática as punições necessárias, que vão desde multas até o fechamento de estádios, e não descartamos a exclusão dos clubes das competições em caso de reincidência”, disse o vice-presidente da Uefa, Per Rayn Omdal, em Bruxelas. Ele se reuniu ontem, quarta-feira, 30/11, com membros do Parlamento Europeu, para apoiar a declaração feita pelo Parlamento em defesa de punições mais duras contra o racismo.
Omdal pediu aos juizes que não hesitem em interromper as partidas, e inclusive suspendê-las definitivamente, em caso de qualquer manifestação de racismo. “Os juizes podem ter um papel importante neste assunto, interrompendo o jogo, escutando, informando-se sobre o ocorrido e, se for preciso, suspendendo a partida”, acrescentou.
A Uefa tem como certo que, pelo menos metade dos parlamentares europeus assinará a declaração contra o racismo no esporte e que o documento será considerado resolução oficial da União Européia.

Da Redacao