Brasília – O Presidente Luis Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira (16/01) a direção da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) que levará para a Avenida o Tema “120 anos: Abolição inacabada”. Durante a audiência (foto) os sambistas paulistanos entregaram a Lula o título de “Embaixador do Samba”, homenagem dada a personalidades que tem relevantes serviços ao samba de São Paulo e um kit com os cinco CDs com os sambas das agremiações da UESP que tratarão da temática negra no desfile.
O objetivo da reunião com Lula, segundo a presidente da UESP, Edléia dos Santos, foi apresentar ao Presidente o projeto da “Abolição inacabada”. A audiência durou 40 minutos, tempo em que os diretores puderam apresentar o trabalho desenvolvido pelas Escolas. “A reunião não poderia ter sido melhor. O Presidente ficou à vontade conosco, descobrimos coisas e amigos em comum, e conseguimos passar toda a nossa mensagem”, contou Edléia.
Ela se disse emocionada pelo fato de Lula ter prometido apoiar o projeto “e no que mais for preciso”. “Ficamos radiantes com tamanho acolhimento. As escolas de samba tem uma função de inclusão perante a sociedade em todos os sentidos e ela precisa ser instrumentalizada pelo poder público”, acrescentou.
Promessa de apoio
Durante a audiência, Lula determinou ao secretário adjunto da Seppir, Martvs Chagas, que encaminhe os projetos da UESP para execução, bem como acompanhe as propostas que tramitam em outros nove ministérios, voltados a inclusão social da comunidade negra da periferia. Prometeu também estudar a possibilidade de investimentos diretos e por meio de estatais nas comunidades – a exemplo do que fez no Rio para o carnaval deste ano, quando fêz gestões que resultaram na liberação de R$ 12 milhões pela Petrobrás para Escolas do Rio.
Além de Edléia estiveram com Lula, o vice-presidente Edvaldo Antonio Aguiar, e os membros da Coordenação de Carnaval, que é chefiada por Kaxitu Ricardo Campos.
Como parte do tema “120 anos: Abolição inacabada”, todas as escolas da UESP fizeram enredos relacionados a trajetória da população negra no Brasil. Após o carnaval, segundo Edléia, uma extensa agenda de atividades será executada voltada à discussão e a reflexão da realidade do negro no Brasil. “Daí a importância do apoio do Governo Federal”, assinalou.

Da Redacao