Recife/PE – A chefe do Departamento de Sociologia, Maria da Conceição Lafayette de Almeida, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a coordenadora do Curso de Ciências Sociais, Eliane Maria Monteiro da Fonte, pediram nesta terça-feira (07/01), as autoridades policiais de Recife que apurem as circunstâncias da morte do estudante Raimundo Matias Dantas Neto, mais conhecido como Samambaia.

O estudante, do Curso de Ciências Sociais da UFPE, de 25 anos, foi encontrado morto na madrugada da última sexta-feira (04/01), em circunstâncias não esclarecidas, o que levou os amigos a suspeitar de que não tenha sido morte acidental por afogamento.

Em Nota, a Universidade diz somar-se as manifestações do corpo discente no sentido de um esclarecimento cabal das condições em que se deu a morte do estudante “de modo que a dor de sua perda tão sentida por seus colegas e familiares, a quem prestamos solidariedade, não venha somar-se o sofrimento para o qual não há luto, de qualquer dúvida sobre as circunstâncias de sua morte”.

A Nota também é subscrita pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia, José Luiz Ratton, pela Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Lady Selma Albernaz, por Patrícia Pinheiro de Melo, chefe do Departamento de História, Maria do Socorro Abreu de Andrade Lima, coordenadora do Curso de História, Gabriela Tarouco, vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, Daniel Rodrigues, Diretor do Centro de Educação, Ana Cristina Fernandes, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia, Cláudio Ubiratan Gonçalves, chefe do Departamento de Geografia e Fernanda Torres, Coordenadora da Graduação em Geografia.

Samambaia saiu de casa na quarta-feira, informando a família que iria comprar um notebook. Na madrugada de quinta para sexta-feira seu corpo foi encontrado na praia de Boa Viagem, à altura do Posto 57.

Asfixia e afogamento

No Atestado de Óbito consta “Asfixia por afogamento”. Os parentes, porém, teriam sido proibidos de ver o corpo, o que gerou a suspeita de que a morte possa não ter sido natural.

No momento em que chegou ao IML, fotos mostram que o estudante estava sem blusa, parte dos cabelos dread locks haviam sido arrancados, e tinha escoriações pelo corpo. Segundo testemunhas sua bermuda estava rasgada e o pescoço estava deslocado.

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A.Press

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