Neste breve artigo analítico, faço a colagem de meus comentários a respeito do ato pelo impeachment organizado em todo o país e com evidente apoio midiático (basta comparar com a cobertura de 2013, ao menos até a conquista do não aumento das passagens). Postei aqui em ordem cronológica para facilitar a compreensão [email protected] [email protected] Sintetizo neste início algumas teses a serem desenvolvidas:

– É preciso retomar o espaço político à esquerda, como em 2013.

– Não se pode subestimar a histeria midiática e nem as operações de tipo revolução laranja através da internet.

– O Planalto acusou o golpe e, no meu ponto de vista, equivocadamente se pronunciou de forma detalhada e ainda deu coletiva com dois ministros para toda a mídia que bate sem parar no segundo governo Dilma.

– A grande vitoriosa desta triste tarde de domingo 15 de março foi a direita ideológica, hegemonizada por sua versão neoliberal, taticamente travestida de democrata.  O PIG ajudou – e muito – nesta vitória pontual.

– Definitivamente estamos  pagando  o preço da despolitização e letargia iniciados em 2003 e somente interrompidos quando a esquerda não governista saiu às ruas em 2013 e realizou conquistas diretas.

– O segundo turno de 2014 foi um plebiscito e, de forma acelerada e indefensável, Dilma e seu núcleo duro de governo cometeram estelionato eleitoral e agora pagam o preço por isso.

– Não tem como defender o golpe da direita que perdera e tampouco ficar como linha auxiliar do governo dos oligarcas e dos arrependidos.

– O PMDB está assistindo a tudo e faturando nos bastidores com a crise política. O grande líder dos oligarcas de plantão já é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nobre presidente da Câmara Baixa e liderança inconteste do baixo clero.

– Está rompido o pacto de classes do lulismo e inicia – finalmente – a curva descendente do PT na hegemonia da esquerda. O problema é que a esquerda terá de ser reconstruída apesar deste mesmo pacto de classes.

– Por fim, o óbvio. A crise política só está começando.

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Bruno Lima Rocha